sábado, 19 de outubro de 2013

Felinos

Os felinos constituem espécies existentes em todos os continentes, excepto Antárctida. São todos carnívoros (apesar de o gato doméstico ter evoluído para um animal omnívoro). Estes mamíferos fazem parte da família Felidae.

Os felinos dividem-se em várias espécies:
  • Pantherinae
  • Panthera
  • Panthera leo (leão)
  • Panthera tigris (tigre)
  • Panthera pardus (leopardo)
  • Panthera onca (jaguar)
  • Uncia
  • Uncia uncia (leopardo-das-neves)
  • Neofelis
  • Neofelis nebulosa (pantera-nebulosa)
  • Neofelis diardi (pantera-nebulosa-do-Bornéu)
  • Felinae
  • Catopuma
  • Catopuma temminckii (gato-bravo-dourado-da-Ásia)
  • Catopuma badia (gato-vermelho-do-Bornéu)
  • Pardofelis
  • Pardofelis marmorata (gato-marmoreado)
  • Caracal
  • Caracal caracal (caracal)
  • Leptailurus
  • Leptailurus serval (serval)
  • Profelis
  • Profelis aurata (gato-dourado-africano)
  • Leopardus
  • Leopardus pardalis (ocelote)
  • Leopardus wiedii (gato-maracajá)
  • Leopardus colocolo (gato-palheiro)
  • Leopardus jacobita (gato-preto-dos-Andes)
  • Leopardus tigrinus (gato-do-mato)
  • Leopardus geoffroyi (gato-do-mato-grande)
  • Leopardus guigna (kodkod)
  • Lynx
  • Lynx lynx (lince-euroasiático)
  • Lynx pardinus (lince-ibérico)
  • Lynx canadensis (lince-do-canadá)
  • Lynx rufus (lince-vermelho)
  • Acinonyx
  • Acinonyx jubatus (chita)
  • Puma
  • Puma concolor (puma)
  • Puma yagouarondi (jaguarundi)
  • Prionailurus
  • Prionailurus bengalensis (gato-leopardo)
  • Prionailurus viverrinus (gato-pescador)
  • Prionailurus planiceps (gato-de-cabeça-chata)
  • Prionailurus rubiginosus (gato-leopardo-indiano)
  • Prionailurus iriomotensis (gato-de-iriomote)
  • Felis
  • Felis silvestris (gato-bravo)
  • Felis silvestris catus (gato-doméstico)
  • Felis margarita (gato-do-deserto)
  • Felis chaus (gato-da-selva)
  • Felis nigripes (gato-bravo-de-patas-negras)
  • Felis bieti (gato chinês-do-deserto)
  • Felis manul (gato-de-pallas)
  • Felis lybica


A subfamília Pantherinae constitui os maiores felinos do Mundo, do género Panthera. Um deles é o leão.

O predador de topo de África é um felino impressionante. Para além da sua juba e da sua incrível forma de caçar é o perfeito felino para conhecer.
O leão é dito como o rei da selva. Mas ele vive em pradarias de África e Ásia e ele não é um rei. Parece-se mais com um co-comandante. O tufo de pêlos que tem na cauda ainda é um mistério, mas pode servir para enchutar moscas e chamar a atenção. As leoas têm manchas brancas atrás das orelhas que ao virarem dão sinal a outras na caça. Os leões sabem contar! Os invasores respondem com sons graves para avisar o grupo de leões que querem invadir. O grupo sabe o número de invasores (por exemplo 2) e eles levam um número superior para os derrotar (por exemplo 4). Mas o mais bizarro é o fato de os machos terem espinhos no seu pénis!


O tigre é o maior de todos os felinos.

O tigre é o mais ameaçado, mas é o que mais mata seres humanos no género Panthera.
Mas na Natureza ele é um predador impressionante. Mata as presas com uma das mais fortes mordidas da família dos felinos (o recorde da mordida mais forte dos felinos pertence ao jaguar). Apesar do aspeto, o seu parente mais próximo do jaguar! Tem uma patada igualmente forte podendo partir o crânio de bovinos! Pode matar crocodilos, gaviais e aligátores perfurando os dentes no crânio até ao cérebro.



O leopardo é outro felino que deve ter dado origem a todos os outros Panthera.


O leopardo é semelhante ao jaguar no aspecto, no tigre pela variedade de habitats que habita e no leão porque muitas populações situam-se na África subsariana.
Muito provavelmente foi assim que o tigre, o jaguar e o leão surgiram, de uma espécie ligeiramente pequena, arborícola e que vive numa variedade de habitats.
Este predador caça antílopes, javalis, pavões, pintadas, macacos e répteis. Apesar de a sua presa preferida ser o babuíno, este primata pode arriscar a sua própria vida para defender o seu grupo de um leopardo, graças à sua agilidade e dentes caninos enormes. Neste caso um leopardo evita o atacar!







O jaguar é o terceiro maior felino do Mundo.

Para além de ser o maior felino da América e de ter a maior mordida da família Felidae é, depois do leopardo, o segundo Panthera menos ameaçado.
Caçador de caimões, capivaras, anacondas e tapires é o equivalente do tigre na Amazónia. Infelizmente é caçado pelos dentes e ossos (usados para vender no mercado negro) ou para os matar de vingança porque matou uma das suas vacas. Mesmo assim é proibido e seria essa a razão por ter sido extinto no Sul do Arizona.


Retirado do género Panthera, o leopardo-das-neves pertence hoje ao género Uncia.




O leopardo-das-neves é muito raro e vive na cordilheira dos Himalaias. É caçado pelas suas peles brancas e malhadas.
Mas é um predador perfeito. Pode saltar 14 metros de altura, sendo o Pantherinae que salta mais alto! E tem a pelagem perfeitamente adaptada para se camuflar na neve e nas rochas à caça das sua presas preferidas.
Os carneiros-azuis são presas muito escolhidas. Esconde-se numa escarpa rochosa. Até um deles se aproximar é que desce a colina e apanha o caprino matando-o. Também caça lebres e bovinos. A sua maior presa é o iaque que se assemelha a uma vaca peluda!







O género Neofelis constitui por exemplo a pantera-nebulosa.

A pantera-nebulosa é um felino raro, difícil de ver. No entanto está menos ameaçado que o tigre.
Tem dentes enormes na boca que matam facilmente um macaco ou um pequeno veado! E uma curiosidade é que partilha com a pantera-nebulosa-do-Bornéu e com o gato-maracajá a capacidade de descer para a frente, o que é único nesses 3 felinos.
Vive no Sudeste Asiático e está em vias de extinção!



A pantera-nebulosa-do-Bornéu é nativa da Sumatra e da ilha do Bornéu.

A pantera-nebulosa-do-Bornéu provavelmente surgiu durante o tempo da idade do Gelo. Quando o nível do mar baixou as panteras-nebulosas do Sudeste Asiático migraram para as ilhas da Sumatra e do Bornéu. Quando o nível do mar aumentou, as ilhas voltaram a ficar isoladas e formou-se uma nova espécie: a pantera-nebulosa-do-Bornéu.
Esta alimenta-se também de pequenos cervos e macacos, assim como répteis, anfíbios e aves.



A subfamília Felinae constitui uma variedade de géneros, entre eles o Catopuma que constitui o gato-bravo-dourado-da-Ásia.




O gato-bravo-dourado-da-Ásia é um grande gato. Alimenta-se de répteis, anfíbios, aves e roedores, mas de vez em quando macacos e cervídeos.
Está no estatuto de "quase ameaçado" apesar de ser caçado pelas peles e da destruição do habitat. Existem poucas espécies de felinos no estatuto "pouco preocupante", o que não é bom sinal. Isto significa que o resto dos felinos está no estatuto "quase ameaçado" ou está realmente ameaçado.








O gato-vermelho-do-Bornéu está incrivelmente ameaçado.


Só foram capturados 12 destes animais raros! Está tão ameaçado como o tigre. Mas mesmo assim é um dos felinos mais raros do Sudeste Asiático. Seria um grande privilégio passear pela selva e encontrar estes felinos esquivos e noturnos!
Pouco se sabe sobre este animal e extremamente difícil de o procurar. Deve alimentar-se de répteis, aves e pequenos mamíferos.





O gato-marmoreado é o único felino do género Pardofelis.





O gato-marmoreado é outra espécie de gato rara. Também se encontra no Sudeste Asiático, mas alimenta-se de presas menores do que as do género Catopuma.
Está no estatuto "vulnerável". Só existe na Malásia na Reserva Florestal de Dermakot.









O caracal é o único felino do género Caracal.


O caracal pode lembrar um lince com as suas orelhas compridas com pequenos tufos na ponta. No entanto, o caracal vive em savanas e desertos de África e no Médio Oriente.
É um caçador perfeito. É muito veloz e caça pequenos antílopes, macacos, répteis e aves. As suas presas preferidas são as pintadas, semelhantes a galinhas com uma crista óssea, o pescoço é azul e vermelho e o corpo é preto às pintinhas brancas.
O caracal é mais aparentado com o serval do que com os linces, e tal como o primeiro, está no estatuto de "pouco preocupante".






O género Leptailurus só constitui o serval.

Tal como o caracal, o serval tem orelhas grandes e uma cauda relativamente mais curta que a maior parte dos felinos. É um caçador exímio matando pintadas e pequenos roedores, assim como os pequenos antílopes.
O serval selvagem pode ser feroz, mas para além do gato doméstico, é o segundo felino mais comum como animal de estimação. É tal e qual um gato, mas do tamanho de um cão de tamanho médio (aproximadamente 1 metro).
É incrivelmente ágil podendo saltar 4 metros de altura! Ao contrário da maior parte dos felinos com pelagem às pintas (como a chita, o leopardo, o jaguar, o lince-ibérico ou o gato-marmoreado) este está no estatuto de "pouco preocupante".




Só o género Profelis constitui o gato-dourado-africano.

O gato-dourado-africano é uma espécie pouco conhecida que vive em florestas e matas de África. Alimenta-se de roedores e aves. No entanto está no estatuto "vulnerável".
Assemelha-se ao gato-bravo-dourado-da-Ásia.




O género Leopardus constitui espécies de gatos sul-americanos, entre eles o ocelote.


O ocelote é uma espécie existente na América Central e do Sul, apesar de existir uma pequena população no Sul de Texas.
Caça macacos, aves, iguanas e peixes.
Vive em pares e no Brasil é também conhecido como jaguatirica.
Felizmente está no estatuto de "pouco preocupante", mas está lentamente a desaparecer por causa da desflorestação.
Existe um exemplar de ocelote no Zoo de Lagos.





O gato-maracajá é um parente do ocelote.

É um gato impressionante. Para além de descer das árvores de frente, como fazem as panteras-nebulosas, ele tem uma forma de caçar curiosa.
Foi registado um gato-maracajá a caçar micos (ou saguins). Mas para os atrair imitou o seu som e os primatas aproximaram-se. O gato-maracajá planeou a emboscada, mas o macho sentinela do grupo detetou o felino e a caça não foi bem sucedida. No entanto, este gato da Amazónia, experimentou uma estratégia inteligente!




O gato-palheiro, ou gato-das-pampas, prefere zonas mais abertas.





 Pode ter um ar fofinho, mas é um felino agressivo!
Quando se sente ameaçado eriça uma crina de pêlos que lhe dá um ar mais ameaçador.
A sua ninhada é feita nas árvores araucárias.











O gato-preto-dos-Andes é um pequeno gato dos Andes.




Este pequeno gatinho está ameaçado de extinção. É também chamado de gato-andino, por viver nas montanhas rochosas dos Andes.
Alimenta-se de insectos e lagartixas, assim como roedores e pequenos pássaros. Pouco se sabe sobre esta espécie.







O gato-do-mato é parente do ocelote.


Este felino está no estatuto de "vulnerável".
É uma espécie de felino que pode ter uma coloração negra, tal como os leopardos e jaguares. Mas na subfamília Felinae também há outros felinos que podem ser negros: o serval, o ocelote, o gato doméstico e o gato-maracajá.
Seria um animal fofinho, perfeito para se ter em casa como animal de estimação. No entanto é uma espécie protegida.




O gato-do-mato-grande já foi considerado do género Felis.

Não é um nome correto para lhe dar, pois o gato-do-mato é maior. No entanto é incrivelmente parecido com um gato-doméstico. Hoje é conhecido como sendo do género Leopardus. Mas pode ser do género Felis de novo, ou pertencer a um género diferente, porque não me parece pertencer ao mesmo género do ocelote e do gato-do-mato!


O kodkod vive em florestas de araucárias na América do Sul.

 O kodkod, ou gato-chileno, é uma espécie de gato que cria os seus bebés em troncos de araucárias. As suas presas preferidas são traças e pequenas aves, como periquitos e papagaios. É o predador de topo do seu habitat, e ninguém sabe o porquê de a maior parte dos animais ser tão pequeno no habitat do kodkod. Raramente caça pudus-do-sul, são os cervídeos mais pequenos do Mundo, mas são muito grandes para este gato diminuto.
 
O género Lynx constitui os linces, como o lince-euroasiático.
 
O lince-euroasiático encontra-se maioritarimente em montanhas da Europa, como os Balcãs, Alpes e Pirinéus, e nas densas e escuras florestas da Sibéria. Atrai as fêmeas com um uivo alto e ecoante. Está no estatuto de "quase ameaçado" e costuma viver em florestas de coníferas. As suas presas favoritas são lebres-árcticas, coelhos, ratos-do-campo e pequenas aves. Nunca houve registos de mortes feito por linces, mas podem tornar-se agressivos se quiserem. Existe uma pequena família de linces-euroasiáticos no Zoo de St. Inácio.
 
 
O lince-ibérico é o lince mais ameaçado do Mundo.
 
O lince-ibérico é o felino mais ameaçada da família Felinae. Está no estatuto de "em perigo crítico". Vive hoje em charnecas e montanhas do Sul de Espanha. Está em pré-extinção no nosso país tendo existido na Serra da Malcata em liberdade. As suas presas preferidas são coelhos e lebres assim como pequenas aves e roedores. Tal como todos os linces, este usa os tufos de pêlos na ponta das orelhas para lhe dar a melhor audição de todos os mamíferos! Só existem 140 linces-ibéricos em liberdade!
 
 
O lince-do-canadá é também uma espécie difícil de se avistar.
 
O lince-do-canadá, tal como o lince-vermelho, está no estatuto de "pouco preocupante". Tem uma audição mais apurada que o lince-ibérico, só ultrapassado pelo lince-euroasiático. Evoluiu de uma forma a ter menos pintas, sendo assim um predador muito mais camuflado na sua busca por lebres e coelhos. Tal como todos os linces, este é solitário, excepto na época de acasalamento. Tal como o lince-euroasiático ele usa um uivo alto e ecoante que se espalha pela floresta, na época de acasalamento.
 
O lince-vermelho é outra espécie, mais semelhante ao lince-ibérico.


O lince-vermelho, ou lince-pardo, vivia em charnecas e desertos da América do Norte, mas também vive em florestas de coníferas e montanhas geladas. Caça lebres, coelhos, aves, ratos, lagartos e sapos. A sua presa mais difícil é o lagarto-cornudo que cospe sangue pelos olhos e tem o seu próprio repelente de felinos e canídeos. Os linces americanos adaptaram-se e os seres humanos não afectaram o seu estatuto. Apesar disso, as outras espécies de linces na Europa e na Ásia parecem estar mais ameaçadas. Os linces da Europa estão ameaçados pela caça e pela destruição do seu habitat e do desaparecimento das suas presas que são essenciais para o desenvolvimento de um predador.
 
 
O género Acinonyx constitui o felino mais rápido da Terra: a chita!


 

A chita vive nas savanas africanas e nas planícies do Irão. Pode chegar aos 110 km/h, mas cansa-se muito rapidamente. Na sua evolução, arriscou o seu porte e a sua força para ser muito mais rápida. Usa esta velocidade para caçar gazelas e outros antílopes. Na correria pode por momentos nem sequer tocar o chão! Os machos costumam caçar em grupo grandes animais como gnus, zebras e avestruzes. No entanto a chita está a desaparecer, pois 90% das crias de chitas não sobrevivem até à idade adulta.
 
 
O género Puma constitui 2 espécies, uma delas é o puma.
 
Vive em quase todo o continente americano. Vive em florestas tropicais, de coníferas, em desertos, em pradarias e pampas assim como em montanhas. Pode ser chamado por 40 nomes de entre os quais "pantera-da-flórida", "leão-da-montanha", "cougar" e "suçuarana" estão incluídos. As suas presas são alces, veados, javalis, lontras, aligátores, nandus e capivaras. Apesar de ter sido extinto em várias zonas da América do Norte, está no estatuto de "pouco preocupante" sendo mais bem sucedido que o leopardo.
 
 
O jaguarundi é do tamanho de um lince, mas é o parente mais próximo do puma.
 
Também chamado de gato-mourisco, ou gato-lontra, o jaguarundi não lembra nenhum felino. Vive no Sul da América do Norte, na América Central e na América do Sul. Vive maioritariamente nas florestas tropicais da América Central e da Amazónia. O seu aspecto lembra uma lontra e pode fazer sons muito diversos como piar, miar, rosnar, rugir, relinchar ou até ladrar. Tal como o gato-maracajá, o jaguarundi pode emitar os sons das suas presas preferidas, que são macacos, e enganá-las aproximando-se do esconderijo do predador e fazendo uma emboscada perfeita.
 
 
O género Prionailurus constitui 5 espécies, entre elas o gato-leopardo.
 
O gato-leopardo é um gato de aspecto fofo, o que levou a que várias pessoas os adotassem como animais de estimação! Também está no estatuto de "pouco preocupante" e está coberto de rosetas e pintas como o serval. Existe também uma variedade preta. Na Natureza vive em florestas tropicais no Sudeste Asiático. Caça pequenos roedores e aves, assim como lagartos e outros pequenos répteis.
 
 
O gato-pescador é um gato que parece não ter medo de água.
 
O gato-pescador é completamente diferente do gato-doméstico. Para além da aparência e da distribuição geográfica, o gato-pescador não se importa quando salta para a água, o contrário acontece com o gato-doméstico. No entanto, o gato-pescador não come só peixes. Alimenta-se também de anfíbios, cobras-de-água, roedores e até cervos! Está, infelizmente, no estatuto de "em perigo".
 
 
O gato-de-cabeça-chata é outro gato do continente asiático.
 
Estão a olhar para uma das poucas imagens de gatos-de-cabeça-chata que foram captadas. Este felino raro só vive na Reserva Florestal de Dermakot, na Malásia. Sabe-se muito pouco sobre este pequeno felino e sobre os seus comportamentos naturais. Obviamente é um carnívoro comendo roedores e répteis. A partir de gravações feitas no país da Malásia, por acaso, descobriram que este é um pescador excelente tendo em conta a ideia de que tem tido competição entre outras espécies de felinos no decorrer da sua evolução. Isso levou a que evoluísse para um pescador nato.
 
 
Outro felino do género Prionailurus é o gato-de-iriomote.
 
O gato-de-iriomote é um gato do género Prionailurus que não vive em florestas tropicais densas. Ao contrário dos seus parentes mais próximos, o gato-de-iriomote, que só vive na ilha japonesa de Iriomote, prefere florestas de coníferas e florestas de folha caduca. É um carnívoro e é maior que um gato-selvagem. Por ter sido descoberto há relativamente poucos anos, o gato-de-iriomote está no estatuto de "pouco preocupante".
 
 
O género Felis constitui os felinos com maior distribuição geográfica e os mais pequenos. Um exemplo é o gato-selvagem.
 
O gato-bravo é, juntamente com o lince-ibérico, os únicos felinos selvagens nativos de Portugal. O gato-bravo é também nativo de vários outros países da Europa, Ásia e África. Está no estatuto de "pouco preocupante" e alimenta-se preferencialmente de coelhos, lebres e roedores. É um nocturno esquivo e difere do gato doméstico pela sua cauda ligeiramente mais grossa e espessa. É o felino selvagem menos ameaçado do continente europeu. Em segundo lugar fica o lince-euroasiático e o mais ameaçado da Europa é o lince-ibérico.
 
 
O gato-doméstico é o mais bem sucedido de vtodos os felinos!
 
O nosso felino preferido, o gato-doméstico, parece uma fofura inocente. No entanto é uma subespécie do gato-bravo e é um felino muito curioso. E quando falo de curioso não falo só pela curiosidade do animal, mas pelas nossas curiosidades acerca deste animal. Sabiam que o gato transmite parasitas que nos fazem ter menos medo? Mais de metade das pessoas que estão a ver este blog estão infectadas com esse parasita e em casos raros, as pessoas podem até se matar ao pensarem que podem saltar de um prédio e sobreviver!
 
 
O gato-do-deserto é uma das 8 espécies de Felis do Mundo.
 
O gato-do-deserto vive em desertos de África e Sudoeste da Ásia. É o segundo felino mais pequeno do Mundo. Caça gerbis e esquilos-do-deserto, mas escaravelhos-bosteiros e lagartos-da-areia complementam-lhe a dieta. É um saltador exímio que se propulsiona prendendo as presas com as patas dianteiras ao saltar em cima dele. Consegue sobreviver a tempestades de areia e sobrevive muito tempo sem água. Está no estatuto de "quase ameaçado".
 
 
Um parente do gato-do-deserto é o gato-da-selva.
 
Não é um nome bem dado. Vive no Egipto e no Sudoeste asiático e o seu habitat não constitui a floresta tropical densa! Em vez disso o seu habitat natural são savanas, matas, desertos e charnecas. Na época de acasalamento os machos produzem um som pouco natural em felinos. Atraem a fêmeas com latidos, como o dos cães!
 
 
O gato-bravo-de-patas-negras é o felino mais pequeno do Mundo!
 
O gato-bravo-de-patas-negras mede 50 centímetros de comprimento. Tal como o gato-do-deserto caça gerbis, esquilos, lagartos, gafanhotos e escaravelhos. Está no estatuto de "quase ameaçado". Vive nos desertos de África e Ásia. Pode viver até 13 anos em cativeiro.
 
 
O gato-chinês-do-deserto assemelha-se a um gato-bravo só que tem uma coloração diferente.
 
Vive no deserto ou em montanhas cobertas de clareiras. Está no estatuto de "vulnerável" e é uma das espécies de felinos típicas da China. É o menos conhecido e estudado de todos os felinos do género Felis.
 
 
O gato-de-pallas é também conhecido por manul.
 
O gato-de-pallas vive em montanhas frias da Ásia Central. É um dos Felis mais primitivos! Tem uma boa camada de gordura e uma pelagem incrivelmente espessa. Costumavam caçar gatos-de-pallas para a obtenção de gordura, mas eram até usados como animais de estimação. Estão no estatuto de "vulnerável" e são o que muitos chamam de "Garfield"! É um felino mesmo gordo...!
 
 
Top 10: felinos mais mortíferos do Mundo.
 
10º - Lince-euroasiático.
Uma criança foi atacada por um lince-euroasiático. Felizmente sobreviveu e nunca houveram registos de mortes feitas por linces.
 
9º - Pantera-nebulosa
É o felino mais pequeno da subfamília Pantherinae, juntamente com a pantera-nebulosa-do-Bornéu. Tem longos dentes na boca que matam um pequeno veado numa só dentada!
 
8º - Chita
É rápida, mas incrivelmente tímida. As chitas raramente atacam seres humanos, mas já devem ter havido mortes registadas.
 
7º - Leopardo-das-neves
É capaz de matar um iaque (um bovino muito raro no estado selvagem e muito comum como animal doméstico). Não se deve esquecer que pode saltar facilmente por entre as rochas e matar um ser humano numa emboscada.
 
6º - Puma
O felino selvagem que mais mata na América do Norte. Ágil e esquivo mata um ser humano sem ele sequer dar conta!
 
5º - Gato doméstico
Acreditem ou não, estes felinos inocentes transmitem parasitas que nos fazem ter menos medo do nosso ambiente. Em certos casos pode causar mortes suicidas, apesar de não ser tão comum. Por isso não é preciso ficarem assim tão preocupados!
 
4º - Jaguar
É esquivo, mas pode matar um ser humano com a sua mordida forte (a mais forte entre os felinos). No entanto prefere esconder-se das pessoas mais que os seus parentes do Velho Mundo.
 
3º - Leopardo
Não é tão mortífero, mas a sua adaptabilidade para os diferentes habitats levou a que alguns se tornassem habitantes urbanos, mesmo em cidades movimentadas! Isso pode ser a causa por muitos registos de mortes feitas por leopardos.
 
2º - Leão
Não gosta de cidades movimentadas e prefere ficar longe das pessoas... ou talvez não! Na construção da linha de caminho-de-ferro entre o Uganda e o Quénia, vários trabalhadores foram mortos por leões comedores de homens.
 
1º - Tigre
É o felino mais mortífero do Mundo. A falta de habitat e de presas fez com que 373 000 pessoas perdessem a vida por tigres desde o ínicio do século XIX!
 
 

 
 
 
 
 


5 comentários:

  1. Muito interessante o blog. Eu tenderia a colocar menos informação em cada entrada e mais centrada em coisas "estranhas". A parte dos mais mortíferos está muito interessante. E isto: http://boasnoticias.sapo.pt/noticias_cientistas-descobrem-nova-especie-de-peixe-eletrico_17598.html já conhecias?

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  2. Uma das imagens, entretanto, deixou de aparecer.

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    1. Bom dia, professor.

      Lamento, mas a imagem que desapareceu era a imagem do jaguarundi. Pode pesquisar na internet e procurar imagens dele.

      Abraço.
      Miguel Evaristo

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  3. "É rápida, mas incrivelmente tímida. As chitas raramente atacam seres humanos, mas já devem ter havido mortes registadas." Sem nenhum embasamento.. Já devem ter havido mortes registradas? Melhor não colocar nada para não ficar na suposição.

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    1. De facto, não encontrei mortes registadas por chitas durante as minhas pesquisas. No entanto, duvido que este grande felino não fosse capaz de derrubar ou matar um ser humano. Em comparação a outros grandes felinos, como o leão ou o leopardo, a chita é extremamente dócil, mas pode ser agressiva quando encurralada. Sem dúvida houveram registos de ataques feitos por chitas a seres humanos e algumas já procuraram caçar exemplares da nossa espécie. Durante milhares de anos de convivência entre seres humanos e chitas é pouco provável que não existisse algum humano que fosse morto por uma.

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